De vez em quando, um navio passa por mim

e me conduz à terra dos sonhos

e lá eu te encontro,

musa do meu amor sem fim.

Caminhamos de mãos dadas

por ruas e jardins,

conversamos sobre nada,

mas no silêncio dizemos

tudo que há em nós.


As tardes cruzam a minha carne

e o gosto de tua pele preenche

a minha boca.

Entrego-me sem medo aos afagos

de tuas mãos absolutas

e te chamo deusa pagã,

fogo e poesia.


Pecar contigo é conhecer a graça.

E a graça é me saber vivo

para viver o momento.

Encaixamos as nossas vidas

uma na outra.


Doce momento,

beijo o céu!