Na banheira...

Na banheira...

Daniela entrou na banheira e esticou o corpo. Fechou os olhos. Sentia o cansaço correr em suas veias e os músculos adormecerem.

Ficou ouvindo os gemidos de Adriana e Guilherme. O som estava baixo. Uma canção popular servia de trilha sonora para o prazer do casal.

Daniela só queria relaxar. Não queria pensar em nada. As vozes que vinham da cama não a incomodavam. Só queria cochilar.

O casal meio que se xingava. E gemia.

Até o silêncio.

Daniela dormitou.

De repente, Adriana invade a banheira. Pede um espaço. Fica de frente para a amiga.

– Nossa, Daniela! Teu namorado é fogo! Aquele pau não abaixa…

– Ele é assim mesmo. Eu te falei…

– Ele quis anal, mas não deixei. Sei lá… O tamanho da pica dele é absurdo! Você já…?

– Já. Umas duas vezes. Ele gosta.

Daniela fechou os olhos. Tentou dormir de novo. Não prestou atenção em mais nada que a amiga dizia. Pensava se valia a pena estar ali. Se valia a pena dividir seu namorado com a melhor amiga. Se valia a pena transar com os dois mais tarde.

De olhos fechados, percebeu a aproximação de Adriana. Sentiu a boca de sua amiga sugando o bico de seu seio esquerdo.

Valia a pena continuar?

Deixou-se levar. Sentiu dois dedos abrindo a sua vagina. Deixou-se invadir.

Guilherme acordou. Havia desmaiado. Procurou Adriana. Olhou o relógio. Há quarenta e cinco minutos estavam os três naquela suíte do Afrodite. Levantou-se e foi ao banheiro. Viu as duas na banheira. E elas transavam.

Sentou-se ao lado da banheira e ficou apreciando a luta das duas. Sentia-se naquele momento um homem feliz. Duas mulheres a seu dispor. O que mais ele poderia querer?

– Você está aí, safado? – a voz de Adriana cantou em seus ouvidos.

– Continuem. Façam de conta que não estou aqui.

Daniela olhou para Guilherme e sorriu. Segurou a cabeça de Adriana e lhe deu um beijo na boca. Depois, se levantou e, conduzindo pela mão, levou Adriana até a cama. Com uma toalha, enxugou a amiga. E se enxugou.

Guilherme pensou em se aproximar. Mas decidiu ir até o chuveiro se lavar. Ao voltar para o quarto, viu sua namorada com a cabeça entre as pernas de Adriana, que gemia intensamente.

Guilherme pegou o seu celular e fotografou aquele momento. Adriana viu. E aquiesceu com um leve movimento de cabeça. E ele fotografou e filmou. E nunca se sentiu tão excitado.

Ao ver que não havia mais espaço para imagens no celular, decidiu entrar na festa das duas. E as duas se entregaram, sem medo, a tudo o que ele quis.

Uma hora depois, os três estavam na banheira. Guilherme bebia uma lata de cerveja. Adriana e Daniela dividiam uma barra de chocolate.

– Vocês são louquinhas, sabiam?

– Foi você que me deixou assim. Lembre-se disso! – disse Daniela, quase rindo.

– É a primeira vez que você faz isso, Adriana?

– É. Há tempos queria fazer algo assim. Um ménage a trois.

– Gostou?

– Muito, Gui. Muito mesmo.

– Vai querer repetir?

– Se vocês me chamarem…

Tocou o celular de Guilherme. Ele olhou e viu quem era. Fez uma careta e um muxoxo. Pediu para uma das garotas baixar o som.

– Oi, amor! O que houve?

– …

– É. Ainda estou no escritório. Pintou sujeira aqui e eu só vou chegar às nove. Tudo bem?

– …

– Esse som? Como assim?

– …

– Eco? Sei lá. Deve ser algum problema na operadora.

As duas riram baixinho.

– É isso. O celular hoje passou o dia ruim. Já penso até em mudar de operadora. Sabe como é…

– …

– Tá, querida! Eu levo! Beijão!

As duas riram mais alto.

– O que foi?

Adriana explicou:

– Guilherme. Motel tem isolamento acústico. Por isso, o eco. Ainda bem que a tua mulher é bem inocente.

– Você entende de motel, hein?

– Já conheço alguns.

Daniela, subitamente, fechou a cara:

– Eu notei o carinho, viu? Não é você que diz que vai largar ela?

– Peraí, meu amor! Não é assim. Estou aguardando o momento certo. A Rosana é uma mulher muito sensível e, apesar de não ter mais amor por ela, ainda tenho carinho…

– Essa conversa já rola há tempos. Você está é me enrolando!

– Calma. Paciência. Não vamos brigar por isso.

– Vamos brigar pelo quê?

O clima na banheira ficou tenso. O que era tesão virou tensão. Calada, Adriana se sentia a pessoa mais constrangida do mundo. Estava no meio do fogo cruzado.

No apartamento ao lado, Rosana estava na garagem, pensativa. Havia acabado de ligar para seu marido. Pablo abriu a porta do apartamento:

– O que foi, Rosana?

– Liguei para Guilherme.

– E…?

– Ele não está no trabalho. Acho que está em um motel.

– E como você sabe disso?

– Os quartos de motel costumam ter isolamento acústico. Quando alguém usa o celular, dá uma espécie de eco, entende?

– É mesmo?

– É. Ele disse que vai estar em casa às nove.

– Isso é ótimo! Temos mais uma hora de safadeza…

– Que safado! O filho da puta está me traindo…

– Olha quem fala.

Pablo agarrou Rosana por trás e a carregou até o quarto. Em poucos segundos, ela sentia, em seu orifício anal, toda a potência de Pablo.